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domingo, 14 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Não sei porque ainda me espanto...
Há uns meses atrás, o DCE da UFRGS empreendeu (ou empreende?) uma ofensiva contra o fornecimento de copos descartáveis para suco no RU por razões ambientais. (Não vou julgar isso. Na verdade, detesto copos descartáveis. Ainda mais na hora de tomar cerveja).
O que me não chega a ser surpreendente, mais uma vez, é que a iniciativa bate na trave. Querer impedir que o RU sirva suco em copo descartável é uma causa muito nobre, mas não porque o copo é descartável - em primeiro lugar -, mas porque aquele suco certamente transcende qualquer noção de cancerígeno que qualquer um de nós tem.
O que me não chega a ser surpreendente, mais uma vez, é que a iniciativa bate na trave. Querer impedir que o RU sirva suco em copo descartável é uma causa muito nobre, mas não porque o copo é descartável - em primeiro lugar -, mas porque aquele suco certamente transcende qualquer noção de cancerígeno que qualquer um de nós tem.
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terça-feira, 26 de maio de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Crise & Elitismo
Comunismo é e sempre foi coisa de elite. Afinal, teorizar sobre a exploração e a miséria só é possível quando se tem tempo livre, ocioso; e - convenhamos - ócio é um privilégio mais característico do explorador do que do explorado.
Essa turminha que fica secando o capetali$mo, vibrando a cada pregão que fecha em queda, - os guardiões das boas-intenções - parece esquecer que, quando uma dessas crises estoura, quem mais se fode são os pobres.
Essa turminha que fica secando o capetali$mo, vibrando a cada pregão que fecha em queda, - os guardiões das boas-intenções - parece esquecer que, quando uma dessas crises estoura, quem mais se fode são os pobres.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Desonestidade intelectual
Eu tinha um tio-avô que gostava muito de repetir um adágio que ele tirou de não-sei-onde: "Se temos dois ouvidos e apenas uma boca é porque devemos escutar mais do que falar". Essa era a resposta que ele costumava dar a quem lhe importunava para que justificasse seu silêncio.
As pessoas, sem exceção, deveriam apreciar de forma mais justa a sabedoria do meu falecido tio, dada a impressionante inclinação do ser humano a falar merda (ainda mais se está em jogo mostrar que a verdade está do seu lado: daí vira uma questão de vaidade, uma exigência do ego.)
Como já foi ressaltado acima, ninguém se salva dessa mal: todos falam muita besteira, inclusive eu. E como me recrimino e me aborreço por isso! Como me detesto por usar argumentos vazios, retóricos e falaciosos para remendar as inconsistências e paradoxos das minhas verdades furadas, dos meus dogmas, só para não dar o braço a torcer... E o pior é que a cura para esse comportamento não se reduz a um condicionamento trivial: a boca é muito mais veloz do que a razão. (Choques e arames quentes na uretra podem ser tentados, mas o sucesso deste receituário não deverá ser mais do que parcial.)
Camus estava certo: "Um homem vale mais pelo que cala do que pelo que fala".
As pessoas, sem exceção, deveriam apreciar de forma mais justa a sabedoria do meu falecido tio, dada a impressionante inclinação do ser humano a falar merda (ainda mais se está em jogo mostrar que a verdade está do seu lado: daí vira uma questão de vaidade, uma exigência do ego.)
Como já foi ressaltado acima, ninguém se salva dessa mal: todos falam muita besteira, inclusive eu. E como me recrimino e me aborreço por isso! Como me detesto por usar argumentos vazios, retóricos e falaciosos para remendar as inconsistências e paradoxos das minhas verdades furadas, dos meus dogmas, só para não dar o braço a torcer... E o pior é que a cura para esse comportamento não se reduz a um condicionamento trivial: a boca é muito mais veloz do que a razão. (Choques e arames quentes na uretra podem ser tentados, mas o sucesso deste receituário não deverá ser mais do que parcial.)
Camus estava certo: "Um homem vale mais pelo que cala do que pelo que fala".
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Mediocridade
Uma dessas agências aliciadoras de estudantes para trabalhar nos EUA anda espalhando cartazes com um slogan no mínimo curioso: "ORGULHE-SE DO SEU CURRÍCULO".
Ir pra Gringolândia tirar uma graninha bonita é um coisa perfeitamente aceitável. Daí a orgulhar-se por ter registrado no currículo aquela "experiência" de auxiliar de cozinheiro, entregador de pizza ou faxineiro é de uma mediocridade sem precedentes.
Ir pra Gringolândia tirar uma graninha bonita é um coisa perfeitamente aceitável. Daí a orgulhar-se por ter registrado no currículo aquela "experiência" de auxiliar de cozinheiro, entregador de pizza ou faxineiro é de uma mediocridade sem precedentes.
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